[Sinestésico] Ponto de Observação, no plural

Por João Moreno

Atrasado. Sou recebido com um “Você perdeu metade da atividade avaliativa” da professora. Toda a turma está em fila, na porta da sala de aula. Um aluno torce o nariz quando me vê. Ele sempre torce o nariz quando me vê. Deve ser coisa da minha cabeça, só pode. Encontro uma colega. “Temos que sair pela faculdade para observar às coisas”, ela me situa, logo depois de revirar os olhos. A turma aproxima-se da mureta, e do alto de um segundo andar, podemos ver o ‘bobódromo’. Me recuso à pronunciar este nome, assim como me recuso à frequentá-lo. Agora, escrevendo sobre, não consigo perceber de onde vem tamanho ressentimento. Olho para os meus ‘camaradas’. Alguns exprimem cara de espanto, outros, de riso, enquanto a professora nos circunda soltando alguns clichês. “Encontre um ponto de observação”, repete, como num mantra irritante. 
Lá embaixo, chega a menina do vestido listrado. Alta. Loira. Ombros largos. Caucasiana. Estonteantemente linda. A costura do seu vestido abre-se na altura da coxa esquerda. Usa um All Star branco, cano baixo. Existe coisa mais bonita que mulheres de tênis branco? Tatuado em seu braquiorradial esquerdo, algum símbolo. Com uma imprecisão jornalística, afirmo: ‘mandala’. Em seu bíceps braquial, algumas poucas frases em preto que contrasta, de maneira magnífica, com o seu tom de pele. “Incomoda vocês? Incomoda?”, a professora pergunta. A mágica se quebra.
Descemos a escada. Me sinto um estranho no ninho. A psicologia behaviorista explica: influência de grupo, ou como sentir-se à parte em um grupo coeso. Amaldiçoo os “mais cinco minutinhos” daquela manhã. Ou os quinze. Ou a ½ hora. Lembro, então, que dormi abraçado à minha esposa depois de uma noite de brigas. Valeu à pena. Ouço a voz da professora e volto à realidade. “Encontrem um ponto de observação”, em sua cantilena. Adianto-me à uma teia de aranha fixa à grade que separa a Biblioteca e a Secretaria. Procuro inutilmente por sua moradora. Assopro-a, ao mesmo tempo que sinto o poder em subjugar os mais fracos.
A professora nos circunda, com mais ‘clichês exotéricos’. Olho para cima.  A destoar das demais, uma sala encontra-se com as cortinas jogadas a um canto, denunciando ser aquele o nosso reduto. “Foque naquilo que te chama a atenção”. Do lado inferior direito daquela janela, escrito à mão e giz branco, a palavra “XOTA” pode ser lida em uma universidade católica. Tento segurar o riso e lembro-me de colocar a cena em meu texto, afinal, é óbvio que escreveremos um texto. Parados naquele beco, de frente a secretaria, a professora chama a atenção para os vidros, agora translúcidos, daquele lugar, a representação da burocracia de uma universidade burocrática. Penso ‘alto’ e “definição de inferno” escapa de meus lábios. Ela me olha, assustada. Seus olhos são bonitos, reparo.
“A burocracia”, respondo, tentando, inutilmente, parecer normal, ainda ressentido por algo, tema de outro texto. “Mas se for assim não funciona”, ela replica, talvez ao tentar defender seu local de trabalho, ou, então, colocar um ponto final na discussão. Ela se afasta. “Velho, essa universidade é tão burocrática que, para você espirrar, você tem que abrir um processo”, começo, imaginando-me no ato de jogar uma bomba na Secretaria, bem ao estilo Bane Dorrance, de Batman Rise. Meu amigo militante, pego de surpresa em tanto rancor, concorda. “Culpa dessa Máquina Pública inchada, gigante”, continuo. “Os países liberais são burocráticos, o capitalismo é burocrático”, rebate, com o seu sotaque característico. Tenho um bug cerebral. Relembro um artigo. No Brasil e o seu ‘capitalismo estatal’, gasta-se, em média, 119 dias e R$ 2.038,00 reais para abrir-se uma empresa. No Chile de economia liberalista, pode ser feito em um dia. E de graça. Abro a boca para rebater. Fecho-a, com preguiça.

Pausa. Recomeço a escrever no meu computador, dois dias depois.

Retornamos a sala, e não consigo mais prestar atenção às coisas, visto que aquela discussão me consome. Adianto-me aos colegas e paro diante das janelas, a mesma que carrega a XOTA, o palavrão. Encontro, dois andares abaixo, o ponto preciso em que encontrávamo-nos a pouco. Procuro pela teia de aranha. Sei exatamente onde se encontra, pois gravei que do seu lado direito encontrava-se uma pequena mancha de tinta. Sei também que é a sétima pilastra, a contar do estacionamento. A professora chega. “O Moreno e a Maria Tereza me farão um favor por terem chegado atrasado”. Fico indignado. “Meninos, fechem a janela pra mim, por favor”. Dou um suspiro aliviado. “Nossa, vou colocar isso no meu Lattes”. Na hora, sinto que minha fala soa um pouco agressiva. “Nossa, podemos encontrar coisas mais interessantes para preencher esse currículo”, afirma a professora. Escrevo em negrito com o intuito de chamar a atenção para a sua fala, professora!
“Sentem-se nos mesmos lugares de antes”. Uma movimentação que não me diz respeito tem início. “Comecem a escrever sobre o que vocês observaram. Se precisar, foquem um ponto de observação para se guiar durante a narrativa”, diz. Abro o bloco de notas do meu celular, velho de guerra, fábrica de Contos. Hoje em dia não consigo mais utilizá-lo, assim como o papel e a caneta, já que não mais acompanham a velocidade de minhas palavras, a esquizofrenia de minhas linhas.

Observo os colegas. A professora fala pedindo foco, meio impossível. Observo um grupo no meio do pátio, eram três pessoas.  Agora são quatro. Chegam mais duas. O gênero aqui não é importante.  O que importa, pra mim... “.

Moreno, você vai sempre escrever no celular?”, interrompe a professora. “Professora, não consigo mais escrever à mão”, replico. Percebo, agora, que deveria ter permanecido calado. “Eu queria, sinceramente, que vocês tivessem esse contato com as palavras, com o papel, para fluir melhor o texto”, insiste, talvez certa, talvez não. Penso em lembrá-la que a sua fala trata-se, apenas, de idiossincrasias, nada mais, e por isso, quem as utiliza aparenta estar sempre certo. “Vai ter momentos dentro do jornalismo que você terá que escrever à mão”, afirma. Penso então no jornalismo-burocrático-redacional praticado hoje em dia. “Alô, aqui é o João Moreno, do jornal POPULAR, gostaria de falar com o superintendente do IBAMA. Aguardo, sim. Obrigado!”. Lembro, também, que nas redações dos grandes grupos comunicacionais, quem (realmente) faz jornalismo são os assessores de Imprensa por meio de seus releases - Jornalismo na Fonte ou Notícia Prêt-à-Porter: a substituição do jornalista pelo assessor de imprensa dentro das publicações do jornal Dário da Manhã (Lima Neto, 2017). “Sabia que esse seu celular pode intimidar as suas fontes?”, continua, implacável. Penso, mas não respondo que, quando entrevisto alguém, peço sempre permissão para gravar as entrevistas - Ipsis Litteris pra sempre! – para atentar-me aos detalhes

“Eu tive um acidente e fui atropelado. Estava parado, de moto, em Campinas e tive o meu pé direito esmagado por um carro. Fiquei 34 dias no hospital”, conta o homem, envolto em sua blusa de frio listrada, com a cabeça agasalhada por um boné surrado, apoiando-se com dificuldade em sua perna esquerda. A perna direita acidentada, ao andar, arrastava junto a si com dificuldades” (LIMA NETO, 2017).

            Por fim, ela cita Capote e Talese. Dou-me por vencido. Antes de dirigir a sua mesa, fala algo direcionado a mim, em voz baixa. Pela empolgação de sua face, e do seu sorriso de ‘orelha-a-orelha’, deve ser algo muito interessante. Não consigo entender o que diz. Fico envergonhado em pedir que repita a frase e aceno assertivamente com a cabeça, esboçando um meio-sorriso.
Ao escrever, é natural, pra mim, fazê-lo mentalmente, com parágrafos, sequências lógicas e, quase sempre, o final. Penso, e aqui falta-me validade teórica para a afirmação, que um texto pode ser de todo ruim, mas o final deve ser sempre impactante, sempre. Pensava em terminar este texto com uma resposta mental à professora Carolina Goos. Em minha cabeça, ao citar Capote e Talese, replicaria que o escritor Stephen King, detentor da National Medal of Arts, e com pouco mais de cinquenta romances publicados, só escreve em seu computador pessoal, em sua poltrona favorita, em um local preferido, afastado das pessoas. “Ah, mas ele não é jornalista”, a professora responderia, em minha imaginação. E é aí que responderia, em um argumento sofista, que ele fora o editor do jornal de sua escola no Ensino-Médio.  
Hoje, entretanto, dois dias depois dos acontecimentos aqui narrados, e na data que comemora-se os 30 anos de despedida do poeta Carlos Drummond de Andrade, eu, prolixo que sou, e não chegado à poesia - e assumo, aqui, esta falha no caráter -, percebo que estou longe da sua 'A Palavra', aquela que "Que resumiria o mundo e o substituiria". Quatro laudas depois, coloco um ponto final em um texto – que espero estar embebido em jornalismo literário, não do Talese ou Capote, apenas do João Moreno mesmo -, não antes de pensar. "Essa disciplina vai ser do caralho!".
Observação. Substantivo feminino. 1. Ato ou efeito de observar(-se). 2. Ação de considerar com atenção as coisas, os seres, os eventos. Reprodução/Internet.
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Resenha: Sob A Face do Poder



Oi, Leitores!!

Tem poucos dias que conversei com vocês sobre o livro Seduzida pelo Perigo e logo que terminei a leitura, eu comecei a ler Sob a Face do Poder que é a versão do Leonard Clarke sobre tudo que aconteceu, então não vou focar muito na história, mas sim para contar como me senti durante a leitura. Então, leia a resenha do primeiro livro e volte aqui para conversarmos!


Sempre que me deparo com livros que são a mesma história no olhar de outro personagem, meio que fico preocupada, pois tenho muito receio de ser um livro maçante e repetitivo. Neste livro, a JC Ponzi me surpreendeu mais uma vez, pois esse livro nos permite ter realmente uma visão mais ampla de todos os acontecimentos.

Leonard Clarke não é nenhum santo, como bem sabemos, está mais do que envolvido em negócios ilícitos, nunca valorizou as mulheres e não mede esforços para conquistar tudo o que deseja.

Mas seu mundo virou de cabeça para baixo quando Catherine Zimermann, que inicialmente é apenas Cindy, invade a sua vida. Pois, com a sua chegada ele passou a questionar todas as suas verdades e valores, ele realmente sofrerá mudanças, mas para isso muitos dilemas internos irão acontecer e percebemos que ele não é tudo o que imaginávamos dele.

Desde que essa garota entrou na minha vida, tudo está fora de eixo. Ela despertou um lado da minha personalidade que eu sequer sabia que existia.

Sempre o vi como uma criatura intensa, mas nesse livro percebi que ele não é nem metade da intensidade que percebemos no primeiro livro.

Como no primeiro livro, teremos diversos capítulos narrados por outros personagens, que nos ajudará a compreender mais ainda o desenrolar da história e só teremos a participação da Catherine no epílogo, com uma fase da vida deles que confesso que senti falta no outro livro e amei de verdade por ter aparecido neste. E no fim, eu que tinha minhas desconfianças, terminei a leitura completamente apaixonada por este homem.

A verdade é que eu, realmente nunca fui sentimental. Nunca me apaixonei. Nunca sequer me importei com alguma mulher. Mas com Catherine é diferente, de uma forma perturbadora. 


Se você como eu, tem receio de ler livros na versão de outro personagem, pode ler Sob a Face do Poder de olhos fechados, é simplesmente sensacional.

Se antes já estava encantada com a JC Ponzi, agora foi que me rendi de amor por completo por esta autora.

As minhas palavras para este livro permanece, intenso, apaixonante e envolvente!!!


Lido em: Agosto de 2017
Título: Sob a Face do Poder
Autora: JC Ponzi
Editora: Ler Editorial
Gênero: Romance
Ano: 2015
Páginas: 327



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TOP 5: Livros que comprei pela capa


Oi, Leitores!!!

Mais um dia de TOP 5 e hoje vou contar a vocês livros que eu comprei pela capa.

Atire a primeira pedra quem nunca fez isso? Uma capa que nos chama atenção é como um imã e você só sossega depois que volta com ele para casa...

Já fiz algumas compras assim, seja pela internet ou em uma loja física.

Vamos conferir as minhas escolhas?



1. Ah, o Verão! - Fernanda Belém

Se você me perguntar o que me chamou atenção nessa capa, respondo a vocês... O colorido!!! Eu amo capas coloridas e essa me conquistou!

Além de uma capa linda e fofa, a história desse livro é encantadora. Vamos acompanhar a viagem de férias da Camila, que está mais do que preparada para curtir com os amigos. Mas a mãe dela não colabora muito e planeja uma viagem para Búzios.

O que para Mila seria um desastre, no final não se mostrou tão ruim assim... Foi um verão e tanto!!!

Confira a resenha.



2. O Príncipe Corvo - Elizabeth Hoyt

Desde que vi essa capa no Mochilão da Record pensei: "Eu preciso, e muito deste livro!!!!".

Demorei um pouquinho para adquiri-lo e só depois de verdade parei para prestar atenção na história. Já tenho o meu exemplar e espero voltar em breve para contar aqui para vocês.


Sinopse: Ao descobrir que o conde de Swartingham visita um bordel para atender suas “necessidades masculinas”, Anna Wren decide satisfazer seus desejos femininos... com o conde como seu amante 
Chega uma hora na vida de uma dama... 
Anna Wren está tendo um dia difícil. Depois de quase ser atropelada por um cavaleiro arrogante, ela volta para casa e descobre que as finanças da família, que não iam bem desde a morte do marido, estão em situação difícil. 
Em que ela deve fazer o inimaginável... 
O conde de Swartingham não sabe o que fazer depois que dois secretários vão embora na calada da noite. Edward de Raaf precisa de alguém que consiga lidar com seu mau humor e comportamento rude. 
E encontrar um emprego. 
Quando Anna começa a trabalhar para o conde, parece que ambos resolveram seus problemas. Então ela descobre que ele planeja visitar o mais famoso bordel em Londres para atender a suas necessidades “masculinas”. Ora! Anna fica furiosa — e decide satisfazer seus desejos femininos… com o conde como seu desavisado amante.


3. Fique comigo - Harlan Coben

Um dia estava fazendo uma compra na internet na Submarino e precisava incluir um último livro para aproveitar a promoção, já tinha escolhido todos que queria e aí inclui esse no carrinho. Não conhecia o autor e não li a sinopse, comprei acreditando que seria algum romance romântico e tal.

Até o dia que fui ler e descobri o quanto estava enganada rsrsrsrs Me deparei com um romance policial e com um autor incrível.

Esse é aquele tipo de livro que por mais que você tente imaginar o final, não irá acontecer nada do que você imagina!






4. Entre o amor e a Vingança - Sarah MacLean

Quando vi essa capa, esse vermelho, essa intensidade, nem pensei que era um livro de romance de época e naquele período eu tinha muito preconceito literário com este gênero.

Esse é o primeiro livro da Série Clube dos Canalhas e conhecemos Lady Penélope e o Marquês de Bourne, ele motivado pela vingança, ela com a esperança de encontrar um amor.

Neste livro fui arrebatada por esta autora e não consigo mais deixar de ler os seus livros.

Confira aqui a resenha.




5. Para Sempre - Kim & Krickitt Carpenter

Sempre me considerei uma pessoa de boa memória, um dia no aeroporto, para passar o tempo, entrei na livraria e fui passeando pelas prateleiras.

Aí acabei vendo esse livro, achei a capa um amor, um tempo depois me recordei que assisti ao filme e que tinha curtido muito a história. Não pensei duas vezes, comprei!

Qual a minha surpresa? O livro e o filme são bem diferentes rsrsrsrs Quer saber mais? Confere a resenha e entenda porque!




Agora, me conte, você compra livro pela capa? Qual você já comprou assim??
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Resultado: Sorteio Mundo de Romances de Época


Oi, Leitores!!!!

Quem aí quer saber o resultado da promoção Mundo de Romances de Época? Pois nós já temos quem são as duas sortudas que ganharam os kits sorteados nos blogs participantes.

Curiosos?? Então vamos ao resultado. E as ganhadoras são:

Kit 1 - Cilada Para um Marquês da Sarah MacLean e Lady V da Lorraine Heath. 



Kit 2 - Conquistada por um visconde e Salva por um cavalheiro da Stephanie Laurens.


Parabéns Tainara e Nara!! Vamos enviar um e-mail para vocês, que tem até 48 horas para responder. Caso não respondam dentro deste prazo, um novo sorteio será realizado.

Parabéns!! 

E ainda tem resultado dos sorteios no Facebook e no IG! Corram lá para ver se vocês não são os sortudos da vez!

Beijos!!!
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Resenha: Mares Tempestuosos


Oi, Leitores!!!

Se você leu O Retrato da Condessa com certeza se apaixonou por um certo pirata lindo, loiro e destemido. Na minha resenha do livro, eu clamei pela história dele... E fiquei muito feliz por ter tido o meu pedido atendido... 💖💖💖

Melissa é um repórter extremamente curiosa e quando voltou da sua última missão na cobertura de uma guerra, ficou sabendo sobre o intrigante "desaparecimento" da Laura e decidiu que precisava saber mais sobre isso e como tudo aconteceu.

Então ela decide viajar até Londres, se hospedar no mesmo hotel e tentar descobrir este mistério... Um ajuste em um certo quadro torto e o estabelecimento no seu quarto mudará completamente a vida desta mulher...

Lá está Eric, na casa do seu amigo Lincoln, aproveitando de um jantar, mas de repente sente uma necessidade de ir embora, não antes de admirar as obras expostas na casa, acertar um dos quadros que não estava alinhado e ter seu caminho desviado para o andar de cima, para um determinado quarto.

E mais uma vez, uma viagem no tempo ocorre e pessoas de séculos diferentes se encontram, de forma impulsiva e arrebatadora (como resistir a este homem também?), mas a questão é em qual século eles realmente estão agora?

E só saindo daquele quarto para eles descobrirem.


- Bem-vinda ao século 19, querida. - disse Eric com seu usual sarcasmo. Um sorriso icônico adornava aquela boca bem desenhada que havia lhe dado um beijo espetacular momentos antes.
Ao perceber onde estava, Melissa só pensa em encontrar a sua amiga Laura, entender como tudo isso é possível de acontecer e voltar ao seu tempo, com um furo de reportagem que lhe traria muitos frutos. Mas nem tudo é como planejamos né? E Melissa não seria a afortunada para as coisas acontecerem diferente.

Uma longa viagem de carruagem fará com que Eric e Melissa se conheçam mais, enfrentem diversas situações adversas juntos e se apaixonem. Mas como eles são duas mulas teimosas, esse amor não será nada fácil e de fato só conseguirão entender, admitir e viver essa relação quando o sentimento de perda bater algumas vezes na porta deles, afinal, são teimosos e não será de primeira que eles vão aceitar as coisas né?

Eric e Mel são extremamente intensos, cheios de vivacidade... Eles são puro sentimento e péssimos em comunicação. Essa mistura deles nos renderá muitos momentos em que queremos apenas uma coisa, dar umas sacudidas pra ver se eles acordam.


Mas aviso logo, quando Eric decide se comunicar, é de acabar com o coração do ser humano.

- (...) Eu sou um desbravador dos mares, então ouso desbravar um oceano inteiro ao seu lado, mesmo que sejam mares tempestuosos, mesmo que eu me sinta temporariamente perdido. Tudo o que sei é que pertenço ao mesmo lugar em que você estiver.

O livro tem uma escrita envolvente e super fluida, nos arrebatando a acompanhar cada passo do nosso amado Pirata (ops, Corsário) Eric e da Mel... Com doses de humor e amor nos momentos certos e na medida perfeita!! Nos fazendo segurar o ar e suspirar de alívio!!!! Uma viagem no tempo que amaria fazer!!!


Lido em: Agosto de 2017
Título: Mares Tempestuosos - Spin-off de O Retrato da Condessa
Autora: M. S. Fayes
Gênero: Romance
Ano: 2017
Páginas: 242
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