Resenha: Por toda a minha vida


Oi, Leitores!!!

Parem tudo e qualquer coisa que vocês estiverem fazendo e foquem aqui nessa resenha. 

Seja minha (meu) brother e me leia, preciso muito falar dessa história.
Max e Carina se conhecem quando estão na faculdade... Ele um estudante de artes plásticas, extremamente reservado e sonhador... Ela uma mulher pé no chão, estudante de engenharia e super objetiva.

E, mesmo com meus olhos pesados de cansaço e cerveja, demorei um pouco para me entregar ao sono. E antes que isso acontecesse, minha mente registrou a lembrança de um sorriso e o nome: Carina.

Dois opostos que se atraem de uma forma mágica, mas não simplesmente por serem opostos, mas por terem encontrado pontos especiais e em comum entre eles, envolvidos em um amor inesperado, eles começam a construir a sua história. Na verdade A HISTÓRIA!

Em quatro partes narradas alternadamente por cada um dos personagens e escrita por cada um dos autores, vamos acompanhar a história incrível deste casal. 

Uma história marcada por diversas fases: a faculdade, a formatura, a dificuldade do primeiro emprego, casamento, sonhos, filhos, dramas comuns do dia a dia. Todas elas marcadas por sentimentos como amor, compreensão, perdão, empatia, companheirismo e respeito.

Max e Carina me fizeram acreditar que o amor está aí para cada um de nós, para uns ele chega muito cedo, para outros nem tanto. Eles no ensinam a forma plena e verdadeira do amor! As vivências retratadas no livro são reais, são coisas que já passamos, vamos passar, já vimos alguém passar e isso fez com que eu me identificasse com eles, me sentisse próxima...

Uma história real, do puro amor, cheia de sentimentos, que me encheu de esperanças, de reconhecimento, de empatia... Tão bem escrita que mal percebi a mudança de escrita dos autores, eles estão tão sintonizados que você não percebe a troca que existe entre eles e achei isso magnífico e singular!

Muitos podem dizer "que história mais clichê", sim até pode ser, talvez você ache que não vale a pena a leitura, mas por favor, acredite em mim (nunca te pedi nada): VALE E MUITO A PENA!
Você me faz suspirar e me prova seu amor com pequenos gestos a cada dia e com eles me mostra que vale a pena te amar... Você é meu infinito particular.


Eu sempre acreditei que o processo de leitura é individual, cada um sente e vive aquela história de uma forma diferente e Por toda minha vida me mostrou que essa opinião está mais do que certa... Com certeza, cada pessoa sentirá os momentos de uma forma diferente... Durante a leitura tive suspiros, risos, gargalhadas, lágrimas, coração aquecido e acelerado.

Uma história de pertencimento, mas não de posse! Duas vidas que se complementam e se completam, mas que estão longe da perfeição!

Impossível ser mais real que isso... 

Lido em: Outubro de 2017
Título: Por toda minha vida
Autora: L.M. Gomes, Janaina Rico, Danilo Barbosa e Lucy Berhends

Gênero: Romance
Ano: 2017
Páginas: 246
Publicado na Amazon - Compre aqui
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Resenha: Outros Jeitos de Usar a Boca


Oi, Leitores!!!


Sabe aquelas leituras que você faz e quando acaba tem dificuldades em processar em palavras tudo o que ele significou para você? Foi exatamente assim que fiquei quando conclui a leitura de Outros Jeitos de Usar a Boca.

A primeira vez que vi algo sobre o livro foi no canal da Jout Jout, quando ela recita alguns dos poemas da Rupi e eu só penso "preciso desse livro para ontem!!!"

O livro é dividido em quatro partes (a dor, o amor, a ruptura e a cura) que falam de sobrevivência, abuso, amor, perda e feminilidade. 

Por cada uma dessas passagens, entramos em contato com os sentimentos da Rupi, mas a grande questão é quais os sentimentos que a leitura desperta em vocês, as suas histórias, as suas emoções, as suas lembranças, as suas dores, os seus amores.

você me tocou
sem nem preciar
me tocar

O livro contem algumas ilustrações e todas elas foram feitas pela autora. Estão relacionadas com o poema e são de uma beleza e representatividade sem igual.

Para mim, um livro que gera experiências únicas, onde é impossível não se identificar com ao menos um dos poemas. Aquele livro que você tem vontade de sair comprando vários para presentear cada uma das mulheres que cruzarem o seu caminho.

Se você ainda não conhece esse livro, veja esse vídeo...


nossas costas
contam histórias
que a lombada
de nenhum livro
pode carregar
- mulheres de cor

Lido em: Junho de 2017
Título: Outros Jeitos de Usar a Boca
Autora: Rupi Kaur
Editora: Planeta Brasil
Gênero: Poemas
Ano: 2017
Páginas: 208
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Resenha: Mulheres que correm com lobos #OutubroRosa #LivroRosa

"Somos um trabalho em andamento” - Stephan Salvatore, The Vampire Diaries)

Olá, Leitoras!


Iniciando os trabalhos da nossa campanha do #OutubroRosa, estou trazendo a primeira resenha para vocês, espero que curtam!!

Vivemos dias em que a sensação de que nada fizemos, nada somos, nada merecemos nos invade, rasga e remenda a alma. Em outros dias, nos sentimos selvagens, fortes, bravas. Os céticos diriam que se trata da alma feminina, aquela que não se compreende... Ou ainda amaldiçoam a TPM pelo mal estar do século.

Mal sabem eles o que está por traz dos mitos e arquétipos da Mulher Selvagem.

A leitura, ainda inacabada, deste livro é uma revelação e ao mesmo tempo confirmação de que sou uma mulher que corro com lobos!!!!!!







Se você alguma vez foi chamada de desafiadora, icorrigível, saliente, esperta, submissa, indisciplinada, rebelde, você está no caminho certo. A Mulher Selvagem está por perto.

Não se trata de uma obra de auto-ajuda, mas da análise profunda de histórias que permearam a educação e o imaginário cultural feminino ao longo dos anos.

A psicóloga junguiana Clarissa Pinkola Estés identifica a essência da alma feminina, sua psique instintiva e nos fala de libertação. Pode fazer sentido para muitas almas perdidas que buscam encontrar o self perdido seja pelo acúmulo de funções, ou sintomas mais frequentes entre as mulheres modernas. No fim, sempre encontraremos uma história que se parece mais com a nossa em maior ou menor grau.

Para mim, a obra tem estabelecido um encontro e uma certeza: não estou sozinha nesse mundo!! O reencontro comigo mesma só se deu pela possibilidade de pensar e compartilhar minha história, meus medos e excessos com outras mulheres ou em terapia. Mas a compreensão da minha identidade muito se destacou na medida em que fui bebendo um pouco da análise de cada história. Das minhas preferidas até o momento: O Barba-Azul e Os sapatinhos vermelhos.

Uma leitura para todas as mulheres que de alguma forma correm com lobos... pois “(...) sinto que não sou comum. Não sou qualquer. Me gosto assim, cheia de reticências e parênteses, insensata, intensa, extrema, do calor vou ao frio com rapidez. Sou imperfeita. (ainda bem!). Entende quem me conhece de verdade. Aceita quem ama. Não carrego culpas dentro de mim, pois me perdoo todos os dias.”

Não se trata de romancear a vida, e sim de compreendê-la, de agir e não se acovardar. A algumas de nós a leitura pode não ser suficiente e a palavra de um especialista faça mais sentido. Para outras, a introdução do livro será suficiente para amá-lo ou abandoná-lo. Para mim, a reflexão e o encontro do auto perdão, o encontro com respostas que povoavam meu subconsciente...

“Sou fera, sou bicho, sou anjo, sou mulher...”



Título: Mulheres que correm com lobos – Mitos e histórias do arquétipo da Mulher Selvagem.
Autora: Clarissa Pinkola Estés
Editora: Rocco
Ano: 2014
Páginas: 523 
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[Sinestésico] Literature-se!¹

Por João Moreno

De acordo com o dicionário Houaiss, a palavra Literatura – um substantivo feminino que provém do latim literatura – , pode ser definida como. Substantivo feminino, lit, uso estético da linguagem escrita; arte literária. “Tendências da literatura.” Conjunto de obras literárias de reconhecido valor estético, pertencentes a um país, época, gênero etc. Medieval. O termo provém do latim litteratura, “arte de escrever literatura”, a partir da palavra latina littera, “letra”.
Para o professor e ensaísta Afrânio Coutinho, em suas Notas de Teoria Literária, a leitura invoca uma capacidade transformadora de transfiguração e recriação da realidade. A Literatura, como toda arte, é uma transfiguração do real, é a realidade recriada através do espírito do artista e retransmitida através da língua para as formas, que são os gêneros, e com os quais ela toma corpo e nova realidade. Passa, então, a viver outra vida, autônoma, independente do autor e da experiência de realidade de onde proveio”, afirma o crítico brasileiro.
         Muito antes do pensamento ou intenção da produção de instrumentos e materiais para escrever e imortalizar-se à Literatura, já existiam bibliotecas na Antiguidade repletas de textos gravados em tabuinhas de barro cozido.
O livro – produto industrial e impresso, não periódico, que consta de no mínimo 56 páginas, sem contar capa – tornou-se mercadoria cultural numa sociedade pautada pelo consumo, com maior ou menor significância, de acordo com o ambiente socioeconômico onde está inserido. Um produto atemporal, que é utilizado como ferramenta de registro significativo de um momento histórico e cultural de determinada época, que sobrevive à extinção de sociedades. Nesse contexto, o livro cumpre sua função: informar, contar e transformar.

“Na literatura podemos mais. Tanto podemos viajar na trama, ideias e estilística criada por outrem, quanto podemos criar nossos universos possíveis e impossíveis. Assim, a literatura nos potencializa no tempo e no espaço, liberta-nos do “ter que…” e isto tem poder de cura”.
Profª Drª Adélia Freitas

Uma enorme transformação ocorreu no universo literário desde o seu surgimento. Escritores e ideias eram amplamente difundidos e discutidos antes de serem publicados, restrito a um círculo social e excludente aos demais até meados do século XV. Com a prensa de Gutemberg, a laicização da literatura e o surgimento de novos escritores, surgiu a possibilidade da consolidação de uma literatura nacional e a criação de obras que fugiam do grego e latim. A publicação aumentou de forma exponencial: 20 milhões de livros para uma população de aproximadamente 10 milhões de pessoas, com a popularização de obras religiosas, novelas, coleções de anedotas, manuais técnicos e receitas.
A partir do século XIX, o livro não apenas passou a ser utilizado como meio de divulgação das modificações socioculturais e econômicas, como passou também a significar uma conquista para o homem através do conhecimento. O livro passou a ser interpretado como um símbolo de liberdade, através de inúmeras conquistas culturais.  Mudanças, diga-se de passagem, restritas a Europa.
O advento da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e a produção e tiragem de um único livro possibilitaram o seu barateamento, popularizando algo que antes era considerado objeto raro, atingido por pequenos grupos eruditos.  Uma nova tendência pode ser percebida: o uso da Literatura como meio construtor de uma nova realidade, perspectiva corroborada pela professora Drª da Faculdade de Comunicação da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Adélia Freitas.
De acordo com a educadora, a Literatura e a Leitura, tornam-se uma força e passa a ser usada como meio de ascensão social.  “Acredito muito na literatura como instrumento de construção de possibilidades e realidades. Vejo nela uma aproximação maior de nossa origem guardada lá por traz de nossa consciência”. Como uma nova geração de alunos enxergam essa possibilidade, complementa. “Infelizmente, nessa fase do ensino formal, a maioria dos jovens vê a literatura como peso, tarefa a ser cumprida, necessidade nunca alcançada. Mas responsabilizá-los, simplesmente, não resolve o problema. Os jovens precisam furar paradigma. É preciso ser mais que jovens, é preciso ter discurso próprio e não papagaios de redes sociais. É preciso procurar mais cultura na internet que internet na cultura.” E finaliza.
“Literatura é uma necessidade da alma, pois somos animais linguísticos, ou seja, somos os únicos animais capazes de ler e escrever, logo, pode-se dizer que a literatura é uma necessidade da natureza humana e ponto. É isto que somos: Seres, previamente “fabricados” para ler e escrever“, completa a professora. 
Em uma sociedade capitalista pautada pelo consumo, percebe-se uma desvirtuação de uma função-social: de símbolo de status e cultura, à redução para livro-objeto.  E ainda assim, a Literatura é o mais durável dos bens. As melhores produções sobrevivem a seus criadores e a cada nova geração de leitores. Como prova, os atemporais Dante, Cervantes, Goethe, Austen, Dickens, Dostoievski, Machado, Proust, Woolf, Joyce, Borges, Hemingway, Neruda, Camus, Saramago, Márquez, Palahniuk, Tolkien, Murakami e Rowling.
         A capacidade transformadora da leitura, entretanto, alcança horizontes incomuns e, muitas vezes, não imaginados. Uma força de transformação sentida pela gerente financeira Bruna Nunis, 27, que percebeu na Literatura uma capacidade de criar, transformar, e recriar o seu ‘universo’. “A literatura salvou-me de um início de quadro depressivo. Através dela, temos contato com novos vocábulos e culturas, tornando-nos mais críticos e integrados a nossa sociedade. Alargamos o que antes era estreito. Renascemos”, afirma a jovem em sua casa, rodeada por imortais em uma estante que transborda, transcende vidas. 
O livro é, antes de tudo, funcional.  Seu conteúdo é que lhe dá valor. Como escreveu o romancista, biógrafo e crítico britânico Peter Ackyroid, no Prefácio do (insuficiente) 1001 livros para ler antes de morrer. “De algum modo o deleite de ler um romance permanece. É um prazer silencioso, fruto da solidão ou concentração, fomento de fantasias e reflexões, amante das paixões e instigador de aventuras e mudanças. Realmente capaz de mudar vidas”.

Nota

1. Reportagem escrita para o meu projeto de webjornalismo, o portal acadêmico que reúne conteúdos de jornalismo e literatura; o Literature-me!, que continua ativo, e tem muito conteúdo bacana, sensacional. Para quem ainda não entendeu, trata-se de um convite - informal demais, sabemos -, para uma breve visita e, quem sabe, uma favoritada no Google + e outros.  Repostei ela aqui pois foi escrita há mais de um ano - uma das características da Grande Reportagem é a sua atemporalidade - e, desde então, tivemos muito menos que dez visualizações. Também, não sei  o porque, mas acho este um trabalho sensacional, daqueles que merecem a minha estrelinha no Lattes. Espero que gostem e, se não for pedir demais e se ainda não estiverem muito cansados de minha 'voz', comentem aí embaixo, o que acharam à respeito? 

Mais difícil que escrever sobre Literatura é, para mim, encontrar uma imagem que consiga compactuar com algo que as palavras, muitas vezes, não consegue dimensionar. Na imagem, um muro não especificado pintado em forma de grandes clássicos. Imagem de Internet. Reprodução.



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Resenha: Destinos Cruzados



Oi, Leitores!!!


Sarah está saturada, essa é a realidade. Ela sempre foi tímida e reservada, mas manter-se assim tendo pai e mãe famosos, melhor amiga famosa e mais ainda um namorado famoso, era algo bem difícil. Privacidade para que né? Só que para piorar e MUITO as coisas, seu namoro está em crise, ela é odiada pela maioria das fãs do James e está mais do que infeliz com tudo que está acontecendo.

Sentido-se cansada e sufocada e precisando se encontrar, Sarah não pensa muito quando sua melhor amiga Rebecca lhe propõe cair na estrada (até porque a amiga nem a permite pensar hahahahaha, Rebecca é a melhor pessoa da vida ever!!).

- Eu nem sei por onde começo, mas acho que posso dizer que estou arrumando sua mochila de acampamento.
- E desde quando eu tenho uma mochila de acampamento?
- Desde que eu comprei uma para você.
- Rebecca... - Notei que outra mochila estava pronta. - O que você está aprontando?

Sarah descobre um pouco depois que a viagem será em turma, com um propósito incrível, acompanhar a turnê de shows de alguns amigos...

Aí, nessa hora, eu parei e pensei "Que vontade de ter a idade da Sarah e cair na estrada!!!". Eu sempre tive essa vontade, quem sabe ainda não realizo.

Voltando a resenha, chega de devaneios e sonhos!

Nessa viagem, Sarah poderá ser realmente quem ela é e o melhor, ela irá se descobrir, quem quer ser, quais sonhos quer realizar. É muito gostoso acompanhar a forma como ela irá despertar para a vida e o melhor perceber a sua evolução e fortalecimento. 

Ela termina de vez o seu relacionamento com o James, decide o que quer ser profissionalmente e tem a oportunidade de viver um relacionamento real, um amor de verdade.

Definitivamente eu estava livre para voar.

A escrita da Mirela é muito gostosa, como já havia dito na resenha de Maliciosa, ela escreve de forma leve e super fluida. O livro é carregado de sentimentos e paixões. Nos traz lições para a vida e temos a confirmação da importância que é nos conhecer profundamente, nos amar e o quanto seguir nosso coração é primordial.

A cena final, me deixou sem ar, meu coração transbordou de amor.

Um livro que eu recomendo demais, para que você tenha a oportunidade de renovar sentimentos que são fundamentais para levarmos uma vida leve e prazerosa.

E essa música, bom... Não posso falar muito dela, mas acho que você tem que escutar e curtir...


Lido em: Setembro de 2017
Título: Destinos Cruzados
Autora: Mirela Paes
Editora: Qualis
Gênero: Romance
Ano: 2017
Páginas: 173


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