Resenha: 1984, George Orwell


Você sabe porque o cinema é chamado de a sétima arte? E o que essa pergunta tem a ver com um blog de literatura? Pode ter muita coisa, se consideramos que as artes estão todas interligadas. A partir de hoje também faço parte desse lindo projeto, que é o blog 3 Leitoras. Estou muito feliz por estrear neste espaço, pois a literatura sempre foi minha paixão. Desde os sete anos, quando fui alfabetizada, leio compulsivamente. Lembro-me de, na quarta série, chegar um dia à biblioteca da minha escola e não ter mais livro para eu ler, pois já tinha lido todos de literatura.
Assim, escolher o primeiro livro para compartilhar aqui com vocês foi uma tarefa árdua. Mas, querendo ou não, sempre há aquele que nos marca mais.

O meu eleito é o livro intitulado “1984” e escrito por George Orwell. Este livro é o meu favorito, pois reúne ficção, qualidade literária e ideologia política, além, claro, de uma boa dose de romance.    

                      





Título: 1984
Autor: George Orwell
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 416
Ano: 2009











Em “1984”, escrito em 1949, Orwell descreve a forma como ele imagina que o mundo seria no ano de 1984. A perspectiva apresentada é sombria, na qual o mundo é dominado por um governo totalitário, que controla cada passo das pessoas, tendo domínio inclusive sobre os seus pensamentos.
Em meio a esse caos, nos é apresentado Winston, o protagonista da história, que tenta lutar contra a alienação, mas se vê impotente diante dos mecanismos de controle elaborados pelo governo vigente, que contava inclusive com severas formas de tortura.

Em sua luta, Winston vive situações que comovem o leitor, que revoltam, fazem com que nos imaginemos em seu lugar e, por fim, quando a leitura termina, a consciência crítica dos mecanismos de alienação se torna mais latente em nossa vida, mas, apesar de tudo, nos faz agradecer e dar mais valor à relativa democracia em que vivemos.

“1984” é um livro incrível por abordar temas que continuam contemporâneos, por se manter tão atual com o passar dos anos. A expressão “Big Brother”, por exemplo, foi criada por Orwell para designar a figura da onipresença do controle estatal e por esse motivo ainda é usada atualmente, porém já sem tanta conotação política, apenas como referência a constante observação a que os participantes de reality shows são submetidos.     

Orwell inovou também ao criar um novo sistema lingüístico, que seria usado a serviço da dominação mental. Vários aspectos gramaticais da Novílíngua são apresentados no texto, há inclusive um apêndice inteiramente dedicado a ela.

Se você gostou desta história e da ideologia que ela transmite, então, você também não pode deixar de ler a Revolução dos Bichos do mesmo autor.

E, respondendo a pergunta inicial, o cinema é chamado de a sétima arte por ser uma forma de arte criada após a classificação das seis artes clássicas feita na antiguidade pelos teóricos gregos, que são: música, dança, pintura, escultura, literatura e teatro.

Um grande abraço e até a próxima.

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Uma notinha de rodapé:Saiu na impressa essa semana que será rodado um filme sobre o livro 1984. Na verdade, esta será a 3ª adaptação do livro, pois já existem outros 2 filmes baseados nele. Nesse, no entanto, o burburinho é grande porque quem irá protagonizar a história de amor vivida pelo personagem principal é a atriz Kristen Stewart, isso mesmo! Agora é torcer para ela ter uma boa atuação e não estragar esse primor que é a história de 1984.




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4 comentários

  1. Também é um dos meus preferidos. Não sabia dessa nova adaptação, mas quem sabe um filme com a Kristen Stewart, bastante conhecida entre os jovens, desperte o interesse dos mesmos pela leitura de 1984, caso ainda não tenham feito.

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    1. Jack, boa observação! É verdade, quando sai um filme sobre um livro, geralmente o interesse pela obra original é renovado e imagina os jovens de hoje lendo esse livro? Seria capaz de causar uma pequena revolução. Bjus e obrigada pelo comentário. Participe sempre.

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  2. Ei leitor@s.. poxa, eu não sabia das versões cinematográficas deste livro! E eu estou realmente imaginando como deve ser falar de tempos modernos e romances num lugar como aquele que Winston vive. Achei hostil, me senti presa e vigiada...temendo o preço que pagamos por viver na era contemporânea, cheia de câmeras de vigilância, alarmes e lugares sem cor!

    ;)

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    1. Rafaela, obrigada pelo comentário. A gente vive cada emoção com esse livro, né? Eu já assisti a uma dessas adaptações, que ficou muito boa por sinal. É uma leitura indispensável por nos colocar pra pensar! Bjuss

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