A Menina que Roubava Livros – O Livro e o Filme


Quem estaria mais ocupada em uma guerra do que a Morte? E mesmo assim ela dedicou um pouco do seu precioso tempo para nos contar uma linda história de amor e amizade em tempos de ódio.





Título: A menina que roubava livros
Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca 
Páginas: 478
Ano: 2007


A menina que roubava livros é Liesel Meminger, uma garotinha que vê seu irmão morrer a caminho da casa de seus pais adotivos. Em sua nova casa, Liesel é acolhida por um pai amoroso e amigo e por uma mãe muito ranzinza, mas com um grande coração.

Em seu novo endereço Liesel conhece a mais pura e forte amizade ao passar os seus dias de menina ao lado do seu vizinho Rudy, um garoto muito corajoso, com os cabelos cor de limão.
Lá também a menina sente na pele os horrores de uma guerra, além da fome e do medo, Liesel se encontra algumas vezes de perto com a Morte e nesses momentos elas sempre se reconheciam, como se fossem velhas conhecidas.

A garota encontra nos livros, um meio de aprender e uma forma de escapar de sua realidade, passeando por suas páginas e descobrindo novas histórias. Mas os seus livros, como sugere o título, nem sempre são conseguidos de uma maneira muito lícita. Ela faz do roubo de livros o seu segredo e sua fuga.

A pequena estante de Liesel com as obras que ela "encontrou" pelo caminho

E é por meio dos livros, que Liesel pode ajudar Max, um judeu a quem sua família acolheu e escondeu no porão de sua casa. A amizade de Max e Liesel é profunda, uma ligação de almas que já passaram pelo mesmo sofrimento da perda e também de almas que amam a palavra.

Mas é claro que a amizade de uma alemãzinha e um judeu em plena Alemanha nazista não poderia durar muito tempo e a ausência de Max é mais uma perda para a vida da menina, que mesmo assim, não desiste de um dia reencontrá-lo.

A história é muito bem contada, bem escrita, revela como os alemães viviam em meio à guerra, como nem todos estavam ao lado de Hittler e o que eles sofriam por ter essa posição, mesmo que velada. Seus personagens são muito completos, realistas, mostram a verdade e a complexidade que é a personalidade de um ser humano, pois ninguém é completamente mau e nem completamente bom, somos apenas pessoas tentando sobreviver e manter toda humanidade que for possível em nossos corações e  em nossas vidas.

Ver tudo isso pela perspectiva da Morte, torna as coisas ainda mais interessantes, pois ela sempre tem observações muito peculiares a fazer sobre os seres humanos. E é como ela mesma diz ao refletir sobre a raça humana: “como uma coisa podia ser tão medonha e tão gloriosa, e ter palavras e histórias tão amaldiçoadas e tão brilhantes”.

É lindo ver como o amor e amizade podem brotar nos campos mais duros e mais inférteis. Como independente de cor e raça, podemos ser todos amigos, irmãos, unidos pelas nossas afinidades, pela solidariedade e pela humanidade que há em cada um de nós. 

O Filme

O filme capta bem a essência do livro, foi surpreendente assistir à uma adaptação tão boa e fiel à história original.
É claro que, devido ao tempo limitado, o filme se ateve ao cerne da história, ao que era principal, mas mesmo assim conseguiu transmitir muito bem a essência e a aura do livro.
A fotografia do filme é linda, consegue transmitir toda a poesia da história, mesmo em meio à guerra. Foi maravilhoso ver a ambientação da casa da família Hubermann, os pais adotivos de Liesel, a casa toda estava muito bem representada, bem menos, ela estava exatamente como eu imaginei.
Acho incrível quando um filme, mesmo com a limitação do tempo, consegue transcender e nos fazer mergulhar na história, nos fazendo acompanhar o desenvolvimento dos personagens e as mudanças do tempo. E isso esse filme faz muito bem, nos faz acompanhar o crescimento dos personagens e o passar do tempo como se estivéssemos vivendo isso em tempo real.
Um grande destaque são as ótimas atuações, cada nuance de sentimentos é transmitida nas interpretações dos atores, com uma especial atenção às crianças que interpretam Liesel e Rudy, com toda a inocência e delicadeza da infância.
A história que já estava imortalizada num lindo livro, ganhou também uma versão cinematográfica à altura, muito delicada e fiel.
Como eu disse no início, algumas coisas ficaram de fora do filme, é claro, por causa do tempo limitado e só a título de curiosidade vou listar algumas das quais eu me lembrei: o filme não fala que Rosa e Hans também tinham filhos legítimos. Também não conta que Liesel e Rudy não roubavam apenas livros e que aprontavam das suas com um grupo de outros moleques e a cena que o fime ficou devendo na minha opinião, foi o encontro de Liesel e Max enquanto ele era levado para o campo de concentração.
O filme é emocionante e foi lindo ver no final muito gente chorando e todos aplaudindo!

Bem, é isso, espero que tenham gostado das minhas observações e que eu tenha despertado a vontade de conhecer essa história tão linda. Minha dica para quem não a conhece ainda é começar pelo livro e só depois ver o filme, eu pelo menos, sempre prefiro assim!
Beijos e até a próxima!






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12 comentários

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    1. Obrigada, Soraia, apareça sempre por aqui! Bjkss

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  2. Ótima resenha. Adorei a estante da Liesel haha

    Beijos. ;*
    http://viajandocomnideck.blogspot.com.br

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    1. Brenda, eu tb ameiii essa estante! rsrs
      Bjusss e obrigada!

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  3. Belas palavras... amei o livro e sua resenha ficou exatamente como eu pensava. Com todos esses elogios ao filme, vou assistir também!!!
    Grande abraço, Ivia
    aprendendocuriosamente.blogspot.com.br
    Seja bem vinda ao meu blog

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    1. Assista mesmo, vale muito a pena, depois volte para dizer se gostou tb! Bjinhoss

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  4. Gostei da resenha, o livro é um dos meus favoritos e estou louca para ver o filme!. Também tenho um blog literário, se quiser visitar: http://euliouvouler.wordpress.com

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    1. Obrigada! Qd assistir, volte aqui pra dizer o que achou! Bjusss

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  5. Boa, Camila! Quero assistir logo. Já queria, agora quero mais.

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  6. Boa, Camila! Quero assistir logo. Já queria, agora quero mais.

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Oi, Ari. Obrigada! Quando assistir volte pra dizer se concordou com a minha resenha! Bjus

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