Resenha Dupla: Sempre foi você


Oi, Leitores!!!

E a resenha hoje é dupla... A Daya Maciel e a Mari Ramos leram este livro ao mesmo tempo e juntas escreveram essa resenha para nós. Vamos conferir?







Lido em: Março de 2015
Título: Sempre foi você
Autora: Carrie Elks
Editora: Universo dos Livros
Gênero: Romance
Ano: 2014
Páginas: 312

Londres, 31 de dezembro de 1999. Aos 17 anos, a britânica Hanna Vincent conhece o americano Richard Larsen: um estudante rico, encantador e sedutor que vai virar seu mundo de ponta-cabeça. Um relacionamento entre eles é improvável, já que vivem em mundos completamente diferentes. Mas aos poucos uma grande amizade vai surgindo e leva os dois a uma relação explosiva, cheia de paixão, amor e aventura. Emocionante e comovente, Sempre Foi Você é uma genuína história de amor. Você daria uma segunda chance ao amor da sua vida?

Preparem-se para conhecer a emocionante história de amor entre a obra e seu criador. Frankstein, montado a partir de partes de outros já existentes, foi programado para ser uma maravilha do mundo... Epa, espera... Em algum momento desse texto nos perdemos e nos deixamos levar. O livro realmente é um Frank, mas não esse Frank.


Autora da série Amor em Londres, foca sua escrita nos gêneros romance contemporâneo e Chick-List com um toque de intriga. Em Sempre foi Você opta pelo primeiro gênero, nos contando a história de amor de Hanna e Richard, ambos jovens na faixa dos 18 a 20 anos (no início do livro).

Aparentemente a autora se baseou na regra de que se fez sucesso em um livro vai fazer no dela também. Assim, parece ter tentado pegar tudo que deu certo em outros livros e usado no dela - desde Cinderela até a pobre menina rica que vive como pobre e é desbocada - de forma a nos proporcionar uma leitura que nos trás a sensação de "já li esse livro" por diversas vezes.

Logo de cara o livro te apresenta um prólogo bem interessante e que desperta a curiosidade do leitor, que fica com aquela curiosidade básica de saber como as coisas chegaram a esse ponto. É a mesma estratégia utilizada em Querido John, de Nicholas Sparks - respeitado o fato que o de Nicholas é maravilhoso e o Sempre foi Você é... bem, melhor continuarmos a resenha.

Do primeiro capítulo em diante somos presenteados com uma série de 06 clichês, a exemplo (cuidado, esse pedaço pode conter spoiler, se bem que isso não faz muita diferença):

1 - Ela tem uma madrasta e duas irmãs malvadas - olá Cinderela!
2 - Complexo do "pobre de mim, não sou amada. Mas me faço de forte"
3 - É preconceituosa em relação a pessoas ricas, se achando melhor só porque vive com menos dinheiro junto da mãe.
4 - É grossa - em qualquer outro lugar, uma pessoa que trabalha pra viver não ia responder da forma que ela respondeu. Além de grosseria é burrice.
5 - O cara rico vai se apaixonar pela menina pobre. FATO, porque ela "não leva desaforo pra casa" - é óbvio que a garçonete da festa do ricaço é a única pessoa levemente interessante para se conversar, certo? Afinal, rico é tudo esnobe e não tem personalidade... a não ser aquele, que vai se apaixonar pela menina pobre.
6 - O jovenzinho é vidente. Só de olhar pra garota já conhece a personalidade dela, o que fazer para provocá-la, e todos os anseios mais íntimos da mesma. Gray teria inveja dele, já que esse menino é bem mais novo que o homem vivido de 50 tons.

Infelizmente, a escritora focou muito para falar de coisas simples e cotidianas, não sabendo explorar temas maravilhosos que foram negligenciados em seu livro, tornado-o raso.
Depois de todos os problemas vividos, obviamente, podemos notar um amadurecimento dos personagens, principalmente da parte da Hanna. O final é agradável e muito romântico, apesar dos pesares!

Curiosidade:
Em 2000 Richard levou Hanna para conhecer uma banda nova em NY: The Strokes. Essa banda existe mesmo e antes de fazer muito sucesso tocava no Mercury Lounge como descrito no livro. Achei legal a autora pegar detalhes do nosso passado recente e construir a história de Hanna.








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8 comentários

  1. Eu achei divertida a forma que foi escrita essa resenha! Mas fiquei na dúvida se vale a pena a leitura ou não! Se o livro foi maravilhoso ou não!
    Então me esclareça... ele foi só mais ou menos ou ele foi muito bom na opinião de vcs?

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    1. Andreza, nós realmente tentamos deixar essa ideia em aberto para as leitoras. O motivo: para mim (Mariana), o livro não acrescentou em nada na minha vida e só li até o final porque havia prometido a algumas pessoas.

      Já para a Daya, foi um livro fofinho, agradável o suficiente para distrair, mas nada a ponto de dizer "oh, que bom que li esse livro".

      Uma colega que temos em comum, a Gi, falou que eu reagi assim ao livro por não gostar de romance. Bem, isso não é verdade... Eu gosto de livros que eu acredite que me acrescentem algo e esse não fez isso. Mas eu lei até New Adult, eu me divirto horrores com as histórias dos irmãos Maddox, então acredito que eu seja capaz de gostar de um livro que não ensina praticamente nada quando a história motiva.rs.

      Mas é como sempre digo. Cada pessoa tem uma opinião diferente e esse livro tem 4 estrelas no Skoob. Então....

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  2. Legal ter a resenha por duas pessoas, mais também fiquei com a mesma dúvida de Andreza, se vale a pena ler o livro...
    Não chamou minha atenção ao ponto de colocar na minha interminável lista de desejos.. rsrsr

    Beijo a todas

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    1. Bruna, como eu disse ali em cima para a Andreza, nós realmente tentamos deixar essa ideia em aberto para as leitoras. Eu achei que o livro não acrescentou em nada na minha vida e só li até o final porque havia prometido a algumas pessoas. Achei tudo muito clichê, muito óbvio, previsível.

      Já para a Daya, foi um livro agradável o suficiente para distrair, mas nada a ponto de dizer "oh, que bom que li esse livro". Eu sinceramente acredito que ela não o leria novamente, contudo, só ela pode confirmar essa informação.

      Ao mesmo tempo, não queríamos detonar o livro. Afinal, ele tem 4 estrelas no Skoob e é amado por muita gente. Em resumo, é como sempre digo: Cada pessoa tem uma opinião diferente e o que não foi grande coisa para um pode se tornar o livro favorito de outros.

      Se você quer mesmo uma sugestão, eu sugeriria não incluir em uma lista de leitura extensa (tipo, caso você tenha uns 20 livros ou mais na fila para ler não valeria a pena incluir esse), mas caso você esteja sem absolutamente nenhuma ideia do que ler e queria algo absurdamente leve e previsível, que não vá te trazer angústias, gerar sustos ou te dar ressaca literária, ele pode ser a pedida certa.

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  3. Daya e Mari amei a resenha, consigo até ouvir a Mari falando da teoria do Frankstein. Acho que livro pode ser lido sim, sabendo que é água com açúcar, sem criar expectativas. Foi por isso que gostei do livro, não esperei que ele fosse me oferecer nada mais além de uma história de amor.
    Abç,
    Boo Nina
    http://www.rascunhocomcafe.com/2015/03/sempre-foi-voce-historia-de-um-casal.html#.VRLkv_nF-ms

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    1. Gi, li sua resenha. Achei interessantíssimo como interpretamos diferente exatamente o mesmo livro. Confesso que me surpreendeu você ter gostado do livro já que você não consegue gostar nem mesmo dos New Adults. Na minha cabeça você ia estar arrancando os cabelos e xingando até a última geração da autora. kkkkkkkk

      Pra você ver como as pessoas nos surpreendem! kkkkkkk

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  4. NOITE POVO COMO FAÇO PRA LER ESSE LIVRO ?
    OBG

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    1. Oi Mirella, o livro está disponível em livrarias, basta pesquisar e ver onde tem o melhor preço!

      Beijinho!

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