Entrevista: Aline Sant'Ana



Oi, Leitores!!

Estamos bem felizes por estar trazendo esse bate papo para vocês, essa é uma autora nacional que conquistou bonito nossos corações com suas histórias, sem contar que ela é a simpatia em pessoa. Super atenciosa e prestativa com seus leitores. E ainda nos deu a honra de sermos suas parceiras.

Com 12 contos publicados e um livro recém lançado que é de tirar o fôlego, começando pela capa:
7 dias com você!

Vamos lá?




















TL - Conte um pouco sobre a Aline Sant'Ana.


AS - Aline Sant’ Ana é uma mulher de vinte e seis anos, formada em Administração, mas que sempre foi apaixonada pelos livros. Quando pequena, adorava a aula de Redação no colégio, no entanto, não tinha fé que isso um dia poderia levá-la a alguma coisa. Anos se passaram, ignorante a verdadeira vontade que existia dentro do peito, até a sua vida dar uma reviravolta e, aos vinte e três anos, descobrir o seu caminho. Aline acredita no poder das palavras e acha que os livros são capazes de mudar a percepção das pessoas. É fã de carteirinha da Netflix e é apaixonada por suas leitoras e leitores. Não trocaria nada nesse mundo pelo prazer de criar histórias e tem certeza que, se não pudesse mais escrever, seria incompleta.



TL - Qual livro está na sua cabeceira e qual gênero literário mais te agrada?

Meu livro de cabeceira é Em Chamas da Suzanne Collins, pois já li tantas vezes e nunca me canso. Meu gênero literário favorito é o new adult. Se fosse escolher um segundo livro de cabeceira seria Maybe Someday da Colleen Hoover.

TL - Ao escrever uma história o que você considera mais fácil? E o mais difícil?

Não existe uma parte que eu ache fácil, tudo é bem complexo. Desde a criação do enredo, elaboração dos personagens, a ideia do plot twist e o clímax. Escrever um livro é sempre um desafio, não importa qual gênero seja. Se eu pudesse listar a parte menos difícil seria o começo do livro. Eu adoro começar um livro novo, sempre flui com uma facilidade tremenda. A mais difícil, com certeza, é passar no papel aquilo que o personagem quer. Nem sempre temos uma ideia que permanece fixa, há uma luta entre escritor x personagem incansável. Para mim, sou muito orgulhosa e não deixo que eles tomem rédea. Só que noventa por cento do tempo os personagens ganham. Já apaguei 120 mil palavras de um livro completo porque achei que, segundo o meu casal, aquilo não era suficiente.
Papo de louco, mas todo escritor é um pouco!

TL - Qual foi o momento que você decidiu escrever e tornar-se uma escritora?

Eu tinha uma empresa em sociedade com o meu namorado. Nós conseguimos capital para investir, mas não tínhamos capital para girar o negócio. Seguramos as pontas até realmente fechar as portas e ficamos completamente sem renda alguma. Eu entrei em depressão profunda, de modo que não conseguia me levantar da cama nem para comer, porque achava desnecessário. Me fechei em uma concha e não foi fácil sair dela. Bem, acho que posso dizer que foram os livros que me tiraram desse limbo. Eu lia um livro por dia e aquilo aguçava a minha cabeça. Muitas vezes, a cada final, eu achava que a história não tinha sido escrita da melhor maneira e me sentava secretamente no computador, para modificar o que eu acreditava ser ideal. Foi assim com o livro A Esperança da Suzanne Collins. Fiquei revoltada com o final morno e sem coração que ela deu. Foi tão… indiferente. Chateada com isso, comecei a escrever um novo livro, como se fosse o quarto livro da série Jogos Vorazes, e foi aí que descobri que se chamava fanfic. Postei no Nyah, comecei a receber leitores que, além de leitores, se tornaram meus amigos, e a cada dia me incentivavam a escrever e escrever.
Um belo dia, meu namorado me viu debruçada sobre o computador, sorrindo às cinco da manhã, escrevendo um capítulo novo da fanfic e ele disse: Você realmente ama isso?
Pareceu estranho eu ter que dizer que amava o que eu fazia, porque aquilo não me dava dinheiro, apenas prazer. Ninguém compreendia como eu poderia ficar tantas horas incansáveis, escrevendo e trabalhando enredos, me dedicando a uma coisa que não me levaria a nada, exceto o Rodolfo. Ele sabia que eu adorava aquilo, independentemente de qualquer fruto que pudesse me dar.
Então, eu respondi que amava e ele, pouco a pouco, abriu os meus olhos, me permitindo ver que, de uma paixão, eu poderia me dedicar até ser a minha profissão.

TL -  7 Dias com Você é além de um romance, uma história sobre coragem e vencer medos, você tinha a intenção de deixar alguma mensagem para as suas leitoras?

Confesso que sim. Eu acho que todas as minhas histórias tendem a indiretamente passar uma mensagem. Sabe, eu acredito muito nessa coisa do destino, eu acho que quando as coisas têm que ser, elas são. 7 dias mostra que você pode lutar contra determinada coisa, porém, se está predestinado, ela vai acontecer.
Além disso, passa a mensagem da amizade, confiança, fé que você deposita em uma pessoa. Você é realmente amiga de alguém se não confia nela 100%? Não sei, as minhas leitoras ficaram bastante divididas com a mensagem do livro e eu acho que só o pessoal lendo e interpretando para saber BEM o que Lua e Erin quiseram transmitir.

TL -  Já sabemos do seu novo projeto, que trata-se do livro que se chama "11 noites com você". O que você pode nos contar sobre ele? Existe data para lançamento já?

Gente, esse livro me fez ficar completamente maluca. Eu não dormi direito, eu não me alimentei direito, eu não fiz nada direito, porque tinha um personagem, um guitarrista de um e oitenta de altura, azucrinando no meu ouvido: Você não vai descansar até colocar ponto final.
É um livro intenso que, assim como 7 dias, passa uma mensagem. Um livro muito esperado pelas leitoras, por se tratar do roqueiro mais cafajeste dos meninos, e elas são apaixonadas por ele. Posso adiantar que o nosso querido Zane vai ter que rebolar para conquistar essa mocinha. Sobre a data de lançamento, ainda não temos, mas está previsto para o final do ano!

TL -  Conte-nos como foi escrever os contos homenageando as suas leitoras.

Provavelmente a coisa mais emocionante que fiz na vida. A série De Janeiro a Janeiro foi uma ideia criada para presentear as minhas leitoras em seus respectivos meses de aniversário. Eu pedi a elas que me dessem um modelo masculino e feminino, uma música como base para a criação do enredo, as personalidades dos personagens e assim eu comecei a história. Cada uma trata se um casal diferente, que passa uma mensagem diferente e foi muito gratificante poder saber que, ao final de tudo, elas realmente gostaram.

TL -  Se pudesse viver a história de algum dos contos qual seria e porque?
Eu acho que viveria a história de Novembro Online. É um casal de escritores que se conhecem pela internet e é tão fofa e doce que eu amaria estar dentro daquele universo.

TL -  Existe algum outro projeto já em mente, além dos livros do Yan e Zane?

Preciso escrever o quarto livro da série Viajando com Rockstars, o livro do Shane, irmão do Zane, que entrará para a banda. Esse ano também reescrevo o livro Regras da Atração. Ele é um projeto antigo que decidi refazê-lo agora em uma duologia. Então, esse ano tenho quatro livros para escrever, já que 11 noites está pronto. Que Deus me ajude.

TL - Recentemente você postou no seu IG um vídeo do Enrico Ravenna mandando uma mensagem para você. Como se sente sabendo que ele ficou contente em saber que o Zane é inspirado nele?

De verdade, é um sonho se tornando realidade. Preciso contar essa história para vocês. Durante um ano inteiro eu procurei uma pessoa que se parecesse fisicamente com o que eu imaginei o Zane. Procurei por Deus e o mundo, no Instagram e Facebook, olhando cada perfil de modelo/ator, até me frustrar e ficar tão cansada que acabei escolhendo qualquer um.Um belo dia, minha amiga Helena Stein, postou várias fotos do Enrico Ravenna no Facebook e eu fiquei tão maluca porque, de verdade, o cara É O ZANE! Se eu contar pra vocês que ele é exatamente como eu imaginei, acreditam em mim? Eu fiquei com o coração meio parado, pensando que eu finalmente tinha achado um cara parecido com o Zane, e quando compartilhei com as leitoras, evidentemente, ficaram tão insanas quanto eu. Bem, o tempo passou, e uma leitora chegou para mim e disse: Aline, que tal mandar uma mensagem para o Enrico? Sei lá, dizendo que ele é o Zane?Arranhei meu inglês, escrevi um textão – morrendo de vergonha por dentro – explicando que era uma escritora no Brasil, que busquei por um ano inteiro uma pessoa parecida fisicamente com o meu personagem e pedi que ele mandasse um oi para as leitoras, para que eu pudesse tirar um print e mostrar para elas. Olha, acabou que o Enrico se mostrou uma pessoa maravilhosa, ele é gentil, doce, amigo e agradável. Se tornou um contato diário, porque a cada dia ele quer saber mais sobre o livro e ele realmente abraçou o projeto, tanto que decidiu fazer um vídeo agradecendo todo o carinho. O reconhecimento dele é coisa de outro mundo e eu estou tão emocionada por ele estar sendo tão prestativo que nem posso imaginar. Só queria agradecer todas as minhas leitoras que abraçaram o Enrico como o Zane, porque se vocês não sonhassem comigo, não seria possível.

TL -  Qual seu grande sonho enquanto escritora?
Eu só quero escrever livros até ficar velhinha. Esse é o meu sonho.
TL -  Como é o seu processo de escrita? Tem alguma história interessante para nos contar sobre?

Eu sou um pouco metódica e perfeccionista. Escrevo em cinco passos e os sigo religiosamente. Começa com o roteiro, depois com a escrita de cada capítulo, revisões de frente para trás e de trás para frente, alterações em diálogos e cenas. É algo bem complexo que eu faço, não sei se todo mundo é doido como eu, mas eu fico completamente doida. A história mais interessante que tenho para contar, com certeza, foi do livro que excluí por completo. Eu tinha começado ele de uma maneira e acabei seguindo o meu instinto e ignorando os personagens. Ao final, eu nem os reconhecia mais. A consciência – ou a voz dos personagens na minha cabeça – me imploraram para que eu mudasse tudo. Então, eu apaguei o livro todo.

TL -  Deixe uma mensagem para seus fãs
Vocês são meus amigos, muito além de leitores e fãs, são pessoas que estão comigo diariamente, fazendo parte do meu processo de escrita (quem está no meu grupo acaba acompanhando meu diário de escritora) e vocês me motivam a nunca desistir. Sonham comigo, sonham alto, me fazem crer no impossível, e me despertam a magia cada vez que abro o Word. É por vocês e por mim que escrevo, é pelo amor que acredito ser transmitido a cada página, é por acreditar que aquilo vai tocar vocês de alguma maneira, que vai fazer o bem. Muito obrigada por permitirem que minhas histórias entrem em suas casas e em seus corações. Amo vocês!


Mais uma vez, super obrigada pelo carinho que você tem com nosso blog e por ter tido esse papo conosco!!!! E estamos ansiosas pela continuação da trilogia com bonitões na capa, claro!!

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Entrevista e Edição: Mara Santos
Revisão: Luana Costa  

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